Marize Castro Voz e Poesia

 


será a paixão um amontoado de destroços?

sai de ti com oceano nos olhos.
e desde de então sou essa mulher em silêncio.

magra e triste, desmanchei-me em mortes.
de barro e piedade, fizeram-me.
e agora eu me quebro.
rasgo meu ventre em praça distante.

corvos e unicórnios
observam a indizível mulher que nasceu homem
e o absoluto homem que nasceu mulher.

toda metrópole é um monstro, delicioso, irrecuperável.
somos vítimas do que fascina
pérolas primeiras pecaram por nós.
descansemos.

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