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Um trabalho integrado

Goiânia convive com problemas acumulados e necessita de uma mudança radical no modo de governar e enfrentar desafios

Pedro Wilson Guimarães (PT),
prefeito de Goiânia (GO)

Mais de 1.100.000 habitantes, 436 bairros regulares e 157 loteamentos irregulares e clandestinos. Capital do Estado de Goiás, Goiânia é o núcleo de uma região metropolitana que abriga, ainda, mais de 540.000 habitantes distribuídos em outros dez municípios, também carentes de infra-estrutura.

A cidade que assumimos no primeiro dia deste ano, que inaugurou um novo século e um novo milênio, foi planejada em sua criação, há 67 anos atrás. Com o passar do tempo, a desqualificação do planejamento como instrumento de gestão, aliada a uma concepção de política de centralização do poder e às pressões advindas da crise social e econômica, provocaram a degradação da qualidade de vida de seus moradores. Hoje, quase 20% da população urbana de Goiânia vivem em situação precária.

Os desafios são inúmeros e exigem a responsabilidade de respondê-los pensando e construindo a cidade de modo diferencial, com economia sustentável, espaços físicos organizados, onde prevaleçam a justiça social e a participação democrática e popular. Para isso, a necessidade de um planejamento integrado e democratizado, tanto no âmbito da Prefeitura quanto no âmbito da sociedade, em parceria com as universidades e segmentos organizados. Uma mudança no modo de administrar.

Para desenvolver a nossa proposta de trabalho, iniciamos a administração buscando o resgate da valorização dos funcionários e dos serviços públicos. Neste sentido, concedemos um reajuste de 6,04% para os servidores efetivos, que há oito anos não tinham aumento de salário. O índice foi o mesmo aplicado nas taxas e impostos do município. Mesmo com uma dívida, a curto prazo, herdada da administração anterior no valor de mais de 59 milhões de reais, conseguimos pagar os salários atrasados, e já quitamos mais de 60% das dívidas assumidas pelo nosso antecessor.

Nos cinco primeiros meses de nossa administração, incrementamos nossa receita em 15,21%, em comparação ao mesmo período do ano passado, o que nos possibilitou a realização de ações, serviços e obras para o povo. O asfalto, a principal reivindicação da grande maioria da população, já começa a ser feito nos mais de 40 bairros da região Noroeste, a mais necessitada de obras de infra-estrutura.

Nossos programas, projetos e ações estão voltados para as três prioridades básicas definidas em nosso Plano de Governo: inclusão social e universalização da cidadania; construção de uma gestão pública democrática e popular; requalificação da cidade: desenvolvimento econômico e urbano.

O nosso compromisso com o fortalecimento e a valorização da cidadania e das cidades nos levou a conceber um programa que denominamos Feliz Cidade. Ele é constituído por um conjunto de ações integradas para garantir uma ampla atenção e proteção social voltada, prioritariamente, para os grupos mais desprovidos.

Está subdividido em três projetos de ação estratégica: o Nascer Feliz, cuidará da mulher gestante e crianças até os cinco anos de vida; o Crescer Feliz cuidará da criança, a partir dos seis anos, e do adolescente, até os dezoito anos, proporcionando-lhe condições para obter o primeiro emprego; e o Viver Feliz, para atendimento aos adultos das famílias em programas de construção de qualidade de vida e de cidadania,

E para que possamos avaliar nosso trabalho com mais segurança e prestar contas de seus resultados, iniciamos a elaboração do Mapa da Exclusão para a Inclusão Social. A primeira edição de nosso Mapa será divulgada no final deste primeiro ano de administração, mostrando todos os dados sócio-econômicos de forma espacial, ou seja, em que locais da cidade estão concentrados os maiores problemas. A partir de então, e anualmente, estaremos registrando neste Mapa todas as nossas ações e seus resultados. O Mapa de Exclusão para a Inclusão Social ficará à disposição da sociedade via internet.

O Orçamento Participativo, uma das marcas das administrações petistas, é também uma de nossas principais ferramentas para a construção de uma gestão pública democrática e popular. Hoje já temos 764 delegados aptos a discutir e participar da elaboração do orçamento municipal do próximo ano.

O efetivo funcionamento dos diversos Conselhos Municipais e comitês de categorias sociais, complementam o nosso esforço em assegurar o envolvimento da sociedade na discussão e elaboração de ações em benefício de toda a população.

Iniciamos um trabalho pioneiro em Goiânia na área da segurança pública e dos direitos humanos. Para isso, estamos viabilizando duas estruturas: uma para a defesa social, no sentido de garantir a integridade física das pessoas e seus pertences materiais; e outra, com a instalação de defensorias públicas, para garantia dos direitos básicos de cidadania.

Acreditamos que assim, com um trabalho integrado e democratizado, poderemos realmente cumprir os nossos compromissos com a participação popular, com a transparência de atos e ações e com a distribuição do conforto para todas as camadas da população.

 

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