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CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ   
OFICINAS PEDAGÓGICAS  

 

SUMÁRIO  

APRESENTAÇÃO

TECENDO, EDUCANDO, CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA E UMA CULTURA DE PAZ

NATUREZA DAS DINÂMICAS DE GRUPO

TÉCNICAS DE DINÂMICAS DE GRUPO E PERFIL DO PROFISSIONAL DE GRUPOS 

 

OFICINAS DESENVOLVIDAS NOS PROJETOS

1. Duplas Rotativas

2. Cumprimento Criativo

3. Mapeamento da Violência

4. Diagnóstico da Juventude

5. Avaliação com uma só palavra

 

OFICINAS ELABORADAS PELOS PARTICIPANTES

1. Violência nas Escolas 

2. Cidadania 

3. O Bombardeio

4. Dança no Zoológico 

5. O Presente 

6. Os Limões 

7. A Teia 

8. Desenho Coletivo 

9. Você Merece 

10. Como seguir instruções  

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

ANEXOS 

 

APRESENTAÇÃO  

O Movimento Tortura Nunca Mais de Pernambuco iniciou o desenvolvimento de projetos na área de educação em Cidadania e Direitos Humanos em meados da década de 90. 

Havia a necessidade de participar e contribuir para o respeito aos direitos humanos no país utilizando a perspectiva da formação continuada e, assim, tornou-se fundamental atuar na área de educação para Cidadania, buscando atingir diversos segmentos sociais e profissionais. Desde então o caminho tem sido longo, mas também com um acúmulo de consistentes conquistas; na medida em que a cada ano um maior número de cidadãos têm acesso à informação sobre seus direitos essenciais e aprendem formas de mobilização para garantir tais direitos. 

Dentro desse contexto dois instrumentos foram criados e passaram a auxiliar os conteúdos e espaços de capacitação: o Programa Nacional de Direitos Humanos, em 1996; e o Programa Nacional de Paz nas Escolas, em 1999. 

Em 2000 o Movimento Tortura Nunca Mais realizou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, dois cursos na área de Cidadania e Direitos Humanos, dando ênfase aos conteúdos voltados para construção de uma cultura de paz. Os resultados desses trabalhos foram sistematizados e agora compõem essa cartilha “Construindo uma Cultura de Paz”, que traz algumas experiências de oficinas pedagógicas nesta área. 

Esperamos que este material possa, ao mesmo tempo, auxiliar nas capacitações com esta temática, e subsidiar novas experiências. 

Celma Tavares e Nilsa Lira

(Organizadoras)

  TECENDO, EDUCANDO, CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ 

No início do ano passado ações do Programa Nacional de Paz nas Escolas, em Pernambuco, começaram a ser realizadas – como palestras, seminários, articulação de organizações. O Movimento Tortura Nunca Mais (MTNM) conduziu algumas delas e foi parceiro em outras. 

Em junho, ao realizar o curso de Direitos Humanos para sargentos da Polícia Militar, experimentamos utilizar os conteúdos e diretrizes do Paz nas Escolas. E o resultado foi positivo. Conseguimos trabalhar em dez escolas públicas da rede estadual, integrando alunos, professores e policiais na perspectiva da atuação em rede e na construção de uma cultura de paz. 

No planejamento estratégico do MTNM havia, ainda, dois projetos a realizar que possuíam características para inserção deste mesmo conteúdo. O primeiro foi o Tecendo a Cidadania, que teve como público, estudantes universitários das áreas de pedagogia, serviço social, psicologia, direito e comunicação social. O outro foi o Educando para o Futuro, com um público composto por estudantes do terceiro ano de magistério de escolas da rede pública estadual.

O Tecendo a Cidadania foi desenvolvido entre agosto e dezembro de 2000, sendo dividido em seis turmas com vinte pessoas em cada. O Educando para o Futuro foi realizado entre setembro e outubro do mesmo ano, com duas turmas de trinta e cinco pessoas. Tinham estruturas semelhantes, respeitando, porém, as especificidades dos públicos. Um módulo de vinte horas dedicado ao conteúdo – que abordava as questões de cidadania e direitos humanos, protagonismo juvenil e paz nas escolas – e outro módulo, também de vinte horas, que apresentava técnicas de dinâmicas com objetivo de elaboração de oficinas pelos participantes a partir dos conteúdos trabalhados.

Como resultado final dos dois projetos, os participantes produziram diversas oficinas, todas criadas tendo como foco sua utilização no desenvolvimento do Programa Paz nas Escolas, no ambiente escolar, direcionadas para alunos, professores, pais e policiais. Oficinas que tratam de questões como a percepção e o respeito aos valores individuais e coletivos; a convivência e respeito às diversidades, a necessidade da cooperação e da solidariedade, a importância da responsabilidade social, a reflexão sobre preconceitos. Ou seja, alguns dos fatores que contribuem para a construção da cultura de paz.

Das oficinas produzidas, algumas – que avaliamos representativas do conjunto – foram selecionadas para compor a cartilha Construindo uma Cultura de Paz. Também optamos por apresentar algumas oficinas trabalhadas nos projetos, pelo MTNM, durante os dois módulos. Compondo este material, apresentamos, ainda, um texto sobre educação em cidadania, outro, sobre a natureza das dinâmicas de grupo, e um último, sobre técnicas de dinâmicas de grupo e perfil do profissional de grupos.

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA E UMA CULTURA DE PAZ   
Celma Tavares1 

Falar em Educação para Cidadania e uma Cultura de Paz significa utilizar pedagogicamente conteúdos relacionados ao exercício dos direitos e deveres, bem como valores relacionados à tolerância, ao respeito à diversidade e à prática dos direitos humanos. Essa diretriz já estava contemplada, por exemplo, no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ratificado pelo Brasil na década de 90, que em seu artigo 13 (inciso 1) coloca: “a educação deve orientar-se para o pleno desenvolvimento da personalidade humana e do sentido de sua dignidade, e deve fortalecer o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais”. 

Sendo assim, é importante situar duas questões. Primeiro, que a consciência universal dos direitos humanos é cada vez mais forte nos países democráticos, entretanto eles continuam sendo violados. Segundo, que o trabalho de sensibilização e introjeção dos valores para uma cultura de paz e para o compromisso com a promoção dos direitos humanos passa obrigatoriamente pela educação nos mais variados âmbitos, mas fundamentalmente a partir da escola.  

No campo da educação, é preciso estar atento para o papel e o desempenho nas funções da escola. Neste ponto, a pedagoga Vera Candau assinala que “a escola, que deveria exercer um papel de humanização a partir da aquisição de conhecimentos e de valores para a conquista do exercício pleno da cidadania, tem muitas vezes favorecido a manutenção do status quo e refletido as desigualdades da sociedade”. 

Por isso mesmo, ela ressalta que é necessário “a construção de uma escola que forma crianças e jovens construtores ativos da sociedade, capazes de viver no dia-a-dia, nos distintos espaços sociais, incluída a escola, uma cidadania consciente, crítica e militante”. E que “isto exige uma prática educativa participativa, dialógica e democrática, que supere a cultura profundamente autoritária presente em todas as relações humanas e, em especial, na escola”.

Este tipo de análise possibilita o entendimento de que a escola deve exercer um papel de humanização a partir da socialização e construção do conhecimento, aliado aos valores necessários à conquista do exercício da cidadania. Especialmente ao se trabalhar a educação, o exercício da cidadania e a vivência da democracia na busca de uma intervenção concreta na questão social e cultural.

Mas como deve ser a Educação para Cidadania e para uma Cultura de Paz a partir da escola? De acordo com Letícia Olguin, deve incluir metodologias que: estimulem a participação dos estudantes; possibilitem a contradição; abram janelas para o mundo; procurem sistematicamente o desenvolvimento do pensamento; fortaleçam os vínculos do estudante com o grupo de pares (com a instituição, a comunidade, com seu país); sejam globalizadoras e sejam realistas.

Deve ser também uma educação que possibilite o desenvolvimento do protagonismo juvenil. Porque é através dele que os jovens podem se sentir incluídos no processo das transformações sociais e, mais ainda, podem se sentir promotores da cultura de paz. Pois é ao explorar o papel de protragonista no jovem que se constrói as condições para que ele exercite de forma criativa e crítica seu entusiasmo para a ação e se descubra capaz de intervir, de colaborar e de explorar e canalizar suas pontencialidades.

Educar para a Cidadania e para uma Cultura de Paz, a partir do que propõe Vera Candau “exige educar para a ação político-social que não pode ser somente individual” e “exige o compromisso com a construção de uma sociedade que tenha por base a afirmação da vida e da dignidade”. Assim, qualquer proposta de educação nesta área deve conter três aspectos básicos, apresentados no seu livro Tecendo a Cidadania:

a) uma pedagogia da indignação – que pretende formar seres capazes de se indignar e de se escandalizar diante de toda forma de violência e humilhação. Tal pedagogia supõe que sejamos conscientes de que estas violações são historicamente construídas e que tenhamos a valentia de perguntar-nos por suas causas, superando a insensibilidade, passividade e impotência diante delas e promovendo a solidariedade;

b) uma pedagogia do assombro/admiração – que nos leva a perceber dentro e fora do âmbito escolar buscas concretas de preservação e promoção da vida, revelando a capacidade de resistência e criatividade das pessoas;

c) uma pedagogia de convicções firmes – que se expressa num modo de trabalhar a dimensão ética da educação. Explorando valores como solidariedade, justiça, liberdade, criticidade. 

Além desses aspectos é ainda preciso articular quatro dimensões básicas, que devem ser trabalhadas conjuntamente, como se expõe no mesmo livro: ver, saber, celebrar e comprometer-se. O ver engloba a perspectiva da sensibilização e conscientização da realidade, ampliando cada vez mais o olhar sobre a vida cotidiana. O saber sobre os direitos humanos deve ser socialmente construído e emergir da prática cotidiana. O celebrar coloca a educação como uma prática que provoca prazer, alegria e emoção. E o comprometer-se é o descobrir-se como cidadão e promover todos os valores que afirmam e garantem a dignidade humana.

Educar para Cidadania é, neste contexto, como coloca a pedagoga Aida Monteiro, “entender que direitos humanos e cidadania significam prática de vida em todas as instâncias de convívio social dos indivíduos”. Nesse entendimento, continua ela, “a educação é vista como um dos principais instrumentos de formação da cidadania, no sentido do pleno reconhecimento dos direitos e deveres do cidadão, enquanto sujeito responsável pelo projeto de sociedade no qual está inserido. Enquanto instrumento social básico, a educação possibilita ao indivíduo a transposição da marginalidade para a materialidade da cidadania”.

E neste sentido a escola é um espaço privilegiado no processo de formação ao trabalhar com o conhecimento, valores, atitudes. O desafio está, como defende o sacerdote jesuíta Luiz Peréz Aguirre, “em aprender a pensar com liberdade e nos convencer de que temos o direito de pensar de forma diferente dos demais e que esse direito não nos autoriza a desprezar a quem pensa diferente de nós. O valiosos está nessa diferença que nos fortalece, complementa e enriquece como sociedade e como povo”.

A Educação para Cidadania e uma Cultura de Paz possibilita, portanto, a sensibilização, a percepção e a reflexão, que possam provocar a conscientização e a mudança no indivíduo.

Referências Bibliográficas:

AGUIRRE, Luiz Peréz. Educar para os direitos humanos: o grande desafio contemporâneo. Texto reproduzido pela Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos.

CANDAU, Vera ...[et. al.] Tecendo a Cidadania. Petrópolis, Vozes, 1995.

MONTEIRO, Aida. Educação para Cidadania: solução ou sonho impossível? In: LERNER, Júlio (organizador). Cidadania Verso e Reverso. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 1997/1998.

OLGUIN, Letícia. Enfoques Metodológicos no Ensino e Aprendizagem dos Direitos Humanos. Texto reproduzido pela Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos. 

DINÂMICA DE GRUPO: REFLEXÕES SOBRE SUA NATUREZA

Nilsa Lira1 

Para iniciar a discussão sobre “Dinâmica de Grupo” faz-se necessário definir seus termos individualmente, e em seguida, estabelecer a relação entre ambos.

A compreensão que se tem sobre a palavra “Dinâmica” é a que significa o ato ou efeito de movimento, força, energia e sinergia, organismo em atividade.

Nas atividades educativas essa expressão ganha sentido pelo fato de proporcionar aos educandos, a possibilidade de aprender ludicamente, participando – seja individualmente ou em grupo – intervindo, questionando, apresentando os resultados dos trabalhos realizados no decorrer do processo ensino-aprendizagem.

A atividade adquire significado quando os participantes sentem-se sujeitos, construtores do conhecimento, numa relação dialógica, que envolve o educando e o educador, ambos compartilhando saberes e experiências de vida.

O conceito de “Grupo” é sumamente importante, pois entende-se que é a unidade básica no estudo da organização dos seres humanos desde um ponto de vista psico-sócio-antropológico, até estudos sobre a filgênense e a antogênese. O que possibilita a constatação de que a evolução e a maturação do homem não é senão um processo de aumento das relações interindividuais pela cooperação e pela participação, fenômenos estes que produzem a honimização: “o homem coopera porque ama e ama porque coopera”.

Para poder estudar um grupo é necessário identificar suas diferentes dimensões com uma aproximação interdisciplinar. A maneira como se tem interpretado a natureza da dinâmica interna dos grupos humanos varia de acordo com os autores, as escolas e o contexto no qual está inserido. Isto parece dificultar a compreensão dos processos que ocorrem nos grupos empiricamente existentes, mas não impede a vivência prática, mesmo à revelia de uma maior precisão conceitual.

A princípio julgou-se o grupo como um aglomerado “atômico” cuja ação eqüivalia ao somatório das ações dos indivíduos a ele pertencentes (teoria behaviorista e pavloviana). Para esta teoria o grupo é apenas um aglomerado de indivíduos em contiguidade; ou seja, é um somatório, o grupo é o resultado da soma de seus participantes.

A “psicologia da forma” interpreta sob o enfoque “emergencial” que vê o grupo como resultante da “gestáltica” das ações de seus elementos individuais, uma configuração original com características próprias inexistentes em cada um de seus membros, cuja ação dependeria da forma como se distribuísse, em cada momento, as forças magnéticas do campo criado. Nesta teoria o grupo se estrutura segundo a lei da “melhor forma”, predominando na ação grupal o “momento” e a “estrutura”, minimizando-se a importância genética dos indivíduos que constituem o grupo. O modelo de campo adotado por Kurt Lewin – retirado da física – é representativo desta corrente que dá mais importância à configuração do grupo que à história dos indivíduos que o compõe. A abordagem gestáltica afirma que o grupo é uma estrutura que nada tem haver com a “história de seus membros”, porque o todo tem algo que não existe nas partes.

Impõem-se ultimamente a interpretação “relacional” ou “dialética” que considera o grupo como um sistema de interações em todas as escalas (diacrônico e sincrônico) e em todos os sentidos (interno e externo), estrutura mantida por um processo de permanente equilibração (Piaget), que possui um homostase interna e uma relação de equilíbrio com o meio externo. Segundo esta forma de ver, o próprio nascimento psicológico do EU nasceria do confronto entre o indivíduo e os objetos (pessoas) sendo, portanto, um fenômeno da dinâmica de grupo. Esta teoria considera o grupo como o pólo externo do indivíduo, condição de sua “homonização”, fonte de processos de consciência, na medida em que a embriologia do indivíduo só se atualiza mediante estimulação do meio. Ainda nesta perspectiva, grupo é, ao mesmo tempo, genético e configuracional. O grupo é uma equilibração em todos os sentidos. Os elementos do grupo correspondem aos elementos da operação mental.

Segundo Freud, “duas ou mais pessoas constituem um grupo psicológico se escolherem o mesmo objeto-modelo (líder) ou os mesmo ideais, ou ambos os seus superegos e por conseguinte, se identificando entre eles”2 Para Freud, é possível distinguir tipos diferentes de grupos e linhas opostas em seu desenvolvimento. Com relação a isto afirma: “há grupos muito efêmeros e outros extremamente duradouros. Grupos homogêneos, constituídos pelos mesmos tipos de indivíduos, e grupos não homogêneos; grupos naturais e grupos artificiais, que exigem uma força externa para mantê-los reunidos. Grupos primitivos e grupos altamente organizados, com estrutura definida”3

Assim, verifica-se a imprecisão e confusão conceitual, caracterizandoem o conceito de “Grupo” como ainda bastante indefinido e confuso. Isto conduz a simplificar o conceito, seguindo a tendência de vários autores atuais, afirmando que: Grupo é uma reunião, mais ou menos permanente, de várias pessoas que interagem e se influenciam entre si, com o objetivo de alcançar certas metas comum, e onde os seus integrantes se reconhecem como membros pertencentes ao grupo e regem sua conduta com base numa séria de normas e valores que todos tenham criado ou modificado. Percebe-se o grupo como expressão da relação do homem com o mundo, no processo recíproco de criação e recriação, tendo como característica básica a atualidade existencial de seus participantes.

Tudo isso leva a concluir que o desempenho de cada educador ou equipe de educadores tem características peculiares e interessantes, pois é inevitável que seja considerado o aspecto das individualidades e atualidades existenciais de cada educador e de cada grupo. Esta característica pode dificultar a formalização conceitual do que vem a ser o fenômeno grupo, mas não impede o processo da vivência grupal como uma articulação dinâmica e processual, como confluência diferenciada da multiplicidade de dimensões da atualidade individual dos educandos e dos subsistemas dos quais eles participam.

TÉCNICAS DE DINÂMICAS DE GRUPO E

PERFIL DO PROFISSIONAL DE GRUPOS 

Nilsa Lira e Sandra Paz1  

Os conceitos referentes à “Dinâmica de Grupo” permite situar seu real objetivo, desmitificando, assim, a idéia de que esta prática é sinônimo de brincadeira e/ou entretenimento, como imaginada por algumas pessoas.

Essa diferenciação necessária, especialmente porque a “Dinâmica de Grupo” exige princípios básicos de fundamental importância. São eles:

* Ambiente – local que favoreça a comunicação face à face; comodidade; possibilidade de   participação; espontaneidade e cooperação de todos os membros do grupo.

* Redução de Temores – relação aberta entre os membros do grupo, onde todos sintam confiança ao expor opiniões e comunicar experiências.

* Liderança Democrática – o trabalho deve ser conduzido de forma que todos os integrantes desenvolvam suas capacidades sem que alguém ordene o que todos têm

* Objetivos Definidos – os objetivos devem ser definidos coletivamente, evitando-se, assim, “eu fiz, eu planejei, eu consegui”. Mas “nós fizemos, nos planejamos, nós   conseguimos”. Isto permitirá a identificação de todos com os fins do grupo.

* Flexibilidade – se a necessidade do grupo assim determinar, os objetivos podem variar em sua  meta final e na forma de chegar a esta adaptação.

* Consenso – programar ações e tomar decisões coletivamente, em consenso grupal, sem interesses individuais ou de subgrupos.

* Compreensão do Processo – observar a atuação de cada pessoa; solicitar “feedback”; evitar julgamentos, juízo de valores, etc. Para que se adquira maior

* Avaliação contínua – revisar constantemente a execução das ações propostas e consecução das metas a curto e longo prazos, para não perder de vista os objetivos a alcançar e realizar possíveis modificações.

Considera-se importante, também, explicar o conceito de “Técnicas de Dinâmicas de Grupo” utilizado. A palavra “Técnica” significa uma seqüência de etapas necessárias à elaboração de um método de trabalho. São formas de executar a dinâmica de grupo, e podem ser aplicadas para diferentes propósitos e temas, sendo sua aplicação ilimitada. São os métodos, meios e processos que fazem a interligação entre o grupo e os seus objetivos.

            Por mais simples que pareça ser a técnica, deve-se realizar os seguintes passos:

 - Determinar o uso que será dado;

 - Estabelecer os objetivos;

 - Preparar o material necessário;

 - Levar em consideração aspectos importantes, tais como:  

nível educativo do grupo

número de participantes

condições do local

recursos disponíveis

            tempo para realização das atividades

            atualização pessoal para discutir o tema proposto;

 - Orientar os educandos com clareza, precisão e objetividade, quanto ao que vai ser feito, como vai ser feito e em quanto tempo vai ser feito;

 - Desenvolver a atividade com motivação, segurança, atuação concentrada e certeza de que o grupo encontra-se integrado e descontraído;

 - Analisar e resumir as apresentações a partir da análise dos próprios participantes, com perguntas que estimulem a participação geral.

Algumas técnicas tendem a fracassar se não forem considerados os seguintes fatores:

 - Falta de conhecimento e habilidade do educador;

 - Má seleção da técnica para o propósito;

 - Condução inadequada;

 - Desconhecimento dos membros do grupo.

Além de tudo isso, faz-se necessário colocar algumas características importantes no perfil do educador, principalmente quando se trata de atuação com grupos.

Para que o profissional de grupos tenha uma práxis condizente com esta demanda social é imprescindível que seja, antes de tudo, capaz de agir e refletir o seu papel enquanto agente transformador do seu meio. Assim como não há homem sem mundo, nem mundo sem homem, não pode haver reflexão e ação fora da relação do homem-realidade. O seu compromisso profissional é um compromisso com o mundo, que é uma responsabilidade histórica. Pois ele, antes de ser profissional é homem e ser comprometido por si mesmo.

Se o profissional está alienado diante de seu papel é provável que seja decorrente de sua alienação enquanto ser histórico. É preciso ter consciência social e política, firmeza ideológica e um sério compromisso social que supere o meramente profissional. Entender a realidade não como algo enclausurado em departamentos estanques, mas num processo dinâmico e mutável. O profissional deve facilitar esta interação, abolindo as hierarquias de poder, a postura tecnocrata adquirida por instituições alienígenas e postura autoritária de um empresário particular. Deve substituir tudo isso por um compromisso efetivo com o social.

Esse compromisso com o social é uma condição básica no desenvolvimento do trabalho com grupos, uma vez que o facilitador de grupo vai atuar, impreterivelmente, em assuntos de interesse social.

Não há definições de liderança, regulamentos, estatutos e manuais de atribuições do facilitador de grupos ou educador que sejam fixos e preestabelecidos, e mesmo que existam, cada facilitador deve adquirir estilo e capacidades próprias e ninguém pode imitar a aptidão de liderança e atuação de outra pessoa, nem copiá-las de manuais.

Não existe fórmula, mas algumas sugestões poderão ser úteis, como por exemplo: a capacidade de ouvir, a real estima pelas pessoas e a verdadeira aceitação dos pontos de vista dos outros, além de um acentuado senso de humor.

Outra qualificação essencial é a convicção e a certeza de que o trabalho de grupo que decidiu realizar é importante. É muito difícil, senão impossível, conduzir as atividades tendo-se dúvidas acerca da validade e dos objetivos dos mesmos. São também importantes características da personalidade, tais como: calma, segurança, equilíbrio, otimismo e uma maneira positiva de encarar a vida. 

Os bons facilitadores de grupo devem ser pessoas desejosas de aprender a crescer, devem procurar adquirir mais conhecimentos e maior compreensão humana, no processo de “partilha de saberes” com os demais participantes do grupo. Além disso, devem ser: amigáveis, calorosos, sociáveis e ter um verdadeiro interesse pelas pessoas. 

É certo que o facilitador de grupos é, acima de tudo, uma pessoa, sujeita à dificuldades particulares e variações de humor. No entanto, dever ser prudente e nunca sobrecarregar o grupo com os seus problemas pessoais.

Outra característica essencial é a habilidade em fazer com que os outros participem da responsabilidade do grupo, evitando centralizar o trabalho com uma postura egocêntrica, perfeccionista e narcisista. Deve confiar nas pessoas e ganhar a confiança destas, numa relação de aceitação de como elas são, podendo assim, “sentir” como elas e com elas se entender. 

É absolutamente certo que nenhum facilitador de grupo tenha todas essas características em igual proporção, mas deverá procurar desenvolvê-las para obter melhores resultados no seu trabalho. 

Ainda em relação às dinâmicas, os tipos e suas técnicas são diversos . Mas pode-se separar, de forma didática, as dinâmicas em quatro classificações: de apresentação, de descontração, de aplicação e de avaliação. 

Dinâmicas de Apresentação: quando se inicia uma atividade educativa é necessário desenvolver técnicas de dinâmica de grupo que permitam eliminar as tensões, reduzir a timidez, proporcionar um ambiente de cordialidade e um clima de aceitação mútua. Se no início for conseguido um entusiasmo suficiente, os participantes manterão esta atmosfera durante a atividade. A participação ativa e a segurança dos componentes do grupo são os fatores mais importantes no processo de ensino-aprendizagem. 

Dinâmicas de Descontração: tem por objetivo descontrair, fazer o grupo sair da monotonia, realizando uma brincadeira que envolva todos os participantes, uma música, um jogral, etc. Este tipo de dinâmica pode também ser utilizada para despertar o interesse do grupo por um tema específico, predispondo o grupo a uma participação mais efetiva. Esta atividade oportuniza aos participantes serem mais espontâneos e livres em seus comentários. 

Dinâmicas de Aplicação: estas contribuem no repasse do conteúdo, facilitando a assimilação do mesmo pelos participantes. Pode-se citar como exemplos: um estudo dirigido em grupo; a construção de cartazes a partir do que foi estudado; dramatizações; músicas e poesias construídas no processo de reflexão, debate e estudo dos participantes. O facilitador deve estar constantemente atento para reorientar os grupos e resolver suas dúvidas, alimentando-os mas sem lhes dar soluções. 

Dinâmicas de Avaliação: contribuem para que, após as atividades, os participantes avaliem o desenvolvimento do estudo – os pontos fortes e os pontos fracos – como também apresentem sugestões para melhoramentos. As dinâmicas de avaliação também constituem um momento celebrativo do grupo. É conveniente tirar um breve resumo das expectativas que não foram atingidas e que apareçam com freqüência nas avaliações dos grupos para planejar futuras atividades.  

OFICINAS DESENVOLVIDAS NOS PROJETOS 

A partir das classificações relacionadas às dinâmicas, apresenta-se exemplos de algumas dinâmicas trabalhadas, com bons resultados, pela equipe de educadores do Movimento Tortura Nunca Mais, durante os dois projetos – Tecendo a Cidadania e Educando para o Futuro. 

Dinâmica de Apresentação

* DUPLAS ROTATIVAS

I. Público: Adultos e jovens de ambos os sexos

II. Número de participantes: 20 pessoas

III. Tempo de duração: 30 minutos

IV. Objetivos: - Possibilitar aproximação entre os membros do grupo;

- Conhecer o nome e as principais características de cada participante;

- Estabelecer clima lúdico que permita a livre expressão de idéias e sentimentos.

VI. Material: Aparelho de som e CD ou apito

VII. Procedimento:

a) Organizar o grupo em círculo de pé;

b) Solicitar que dividam-se em dois subgrupos com a mesma quantidade de pessoas em cada um dos grupos;

c) Formar dois círculos, um interno e outro externo, e pedir para os participantes organizarem-se em duplas voltadas para frente e compostas por uma pessoa de cada círculo;

d) Iniciar o jogo “duplas rotativas”, que deverão identificar-se pelo nome, qualidades, gostos, etc;

e) A cada sinal emitido pelo facilitador o círculo interno deverá movimentar-se, trocando de dupla. O externo continuará parado;

f) A atividade será encerrada quando as duplas voltarem a posição original;

g) O facilitador irá conduzir a discussão, solicitando que cada pessoa expresse o sentimento vivenciado na atividade, o que foi mais fácil e o que foi mais difícil; o que aprendeu e como sente-se agora.

Obs: O facilitador poderá utilizar música ou apito como sinal para o revesamento das duplas. Troca de dupla acontece a cada parada da música ou do som do apito.

Dinâmica de Descontração

* CUMPRIMENTO CRIATIVO

I. Público: Adultos e jovens de ambos os sexos

II. Número de participantes: 20 pessoas

III. Tempo de duração: 30 a 40 minutos

IV. Objetivos: - Descontrair e aproximar o grupo;

- Conhecer novas formas de linguagem;

- Favorecer clima de liberdade, responsabilidade e respeito às diferenças;

- Identificar valores e limites.

V. Material: Aparelho de som e CD (optativo)

VI. Procedimento:

a) Solicitar que as pessoas caminhem pela sala cumprimentando-se de forma não verbal, apenas trocando olhares;

b) Conduzir o cumprimento utilizando formas criativas não verbais: tocar cotovelos, palma das mãos, joelhos, costas, testa, ponta do nariz, etc;

c) Observar cada reação dos participantes;

d) Encerrar quando sentir que o grupo vivenciou todas as suas potencialidades para o referido momento;

e) Conduzir discussão, com os participantes, pautada nos objetivos propostos. Na discussão, evitar juízo de valor e particularização de preconceitos.  

Obs: É importante que o facilitador deixe claro que nada é obrigado, que cada pessoa deve se sentir à vontade para realizar ou não o que for proposto.  

Dinâmica de Aplicação

* MAPEAMENTO DA VIOLÊNCIA

I. Público: Adultos e jovens de ambos os sexos

II. Número de participantes: 20 pessoas

III. Tempo de duração: 1 hora e 30 minutos

IV. Objetivos: - Identificar os tipos de violência mais freqüentes;

- Discutir sobre os fatores que motivam seu aparecimento

- Elaborar propostas, buscando as possíveis formas de solução

V. Material: Tarjetas, cartolina, lápis hidrocor ou piloto

VI. Procedimento:

a) Pedir para que os participantes escrevam nas tarjetas o significado de violência, os tipos mais freqüentes, causas, locais onde ocorrem e principais vítimas;

b) Colocar na cartolina as respostas apresentadas, tentando formular um conceito de violência coletivo e identificando os tipos e as respectivas causas, vítimas e locais;

c) Dividir os participantes em subgrupos e pedir para que cada um trabalhe um tipo diferente de violência, apresentando possíveis formas de minimizar seus efeitos ou combatê-la;

d) Conduzir uma plenária de discussão, onde os grupos apresentam suas propostas e debatem a viabilidade de cada uma delas, fazendo observações e sugestões. 

Obs: O facilitador também pode direcionar a oficina para tipos específicos de violência, como a violência contra a mulher, no ambiente de trabalho, no ambiente escolar, etc.  

* DIAGNÓSTICO DA JUVENTUDE

I. Público: Educadores

II. Número de participantes: 25 pessoas

III. Tempo de duração: 3 horas

IV. Objetivos: - Verificar as percepções dos educadores em relação aos jovens;

- Construir um perfil da juventude nas escolas a partir das opiniões apresentadas;

- Refletir sobre as possibilidades e limites do trabalho do educador.

V. Material: Transparências, lápis para transparência e tarjetas com as questões a serem discutidas nos grupos

VI. Procedimento:

a) Dividir os grupos em subgrupos;

b) Distribuir as questões para discussão;

c) Solicitar que os grupos debatam e elaborem seu trabalho, respeitando as opiniões de todos os participantes do grupo e tentando chegar a um consenso;

d) Concluído o período para elaboração, cada grupo apresenta seus resultados e em seguida é aberta uma plenária de discussão com o grande grupo;

e) O facilitador deve identificar os pontos comuns e as divergências nas apresentações, tentando estimular o diálogo na perspectiva de apontar saídas para os impasses e alertar para a necessidade da ação coletiva no trabalho com o jovem, especialmente no que se refere à diminuição da violência nas escolas.  

Roteiro de discussão para as tarjetas:

# Quem é o jovem na realidade atual? Quais suas características? Quais suas expectativas e interesses?

# Quais as possibilidades e limites de seu trabalho enquanto educador inserido nesta realidade? Como o desenvolvimento do Programa Paz nas Escolas pode contribuir em relação aos interesses dos jovens?

# Quais as formas de estimular o protagonismo juvenil durante o desenvolvimento do seu trabalho? 

Dinâmica de Avaliação

* AVALIAÇÃO COM UMA SÓ PALAVRA

I. Público: Participantes de alguma oficina já desenvolvida

II. Número de participantes: Todos os participantes da oficina já desenvolvida

III. Tempo de duração: 30 minutos

IV. Objetivos: - Avaliar o trabalho desenvolvido na oficina;

- Identificar os pontos positivos e negativos da parte metodológica e de conteúdo;

- Expressar os sentimentos individuais e coletivos vivenciados no decorrer da

   oficina;

- Possibilitar momento celebrativo de encerramento das atividades.

V. Material: Tarjetas, cartolinas e lápis hidrocor ou piloto.

VI. Procedimento:

a) Dividir o grupo em subgrupos;

b) Entregar uma tarjeta para que cada participante de grupo expresse em uma palavra o que a oficina representou;

c) Solicitar que socializem as tarjetas nos pequenos grupos, criando, a partir delas, frases, cartazes, ou outra expressão que represente a avaliação coletiva;

d) Apresentar em plenária os trabalhos elaborados;

e) Discutir os pontos em comum e identificar questões não contempladas na avaliação e as possíveis sugestões. 

OFICINAS ELABORADAS PELOS PARTICIPANTES

Esta parte é destinada a apresentação das oficinas elaboradas pelos participantes dos projetos Tecendo a Cidadania e Educando para o Futuro. Foram selecionadas dez oficinas, representativas do conjunto, e que se destinam ao público de professores, alunos, pais e professores. 

* VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

I. Público: Conselho de Pais e Mestres

II. Número de participantes: 25 pessoas

III. Tempo de duração: 1 hora e 30 minutos

IV. Objetivos: - Sensibilizar o Conselho de Pais e Mestres para a realidade da violência escolar; - Contribuir para que haja uma cultura de paz nas escolas;

- Possibilitar reflexões sobre os diversos tipos de violência ocorridas nas escolas;

- Estimular a formação de agentes multiplicadores da paz.

V. Material: Papéis recortados, fichas coloridas, cartolina, lápis de cor, revistas

VI. Procedimentos:

a) Dividir o grande grupo em três subgrupos, através de fichas coloridas contendo os seguintes temas: violência física, violência psicológica, depredação do patrimônio;

b) Solicitar que cada subgrupo reflita o tema em questão, sugerindo alternativas;

c) Apresentar de forma criativa as conclusões a que chegaram;

d) Discutir em plenária as apresentações, socializando cada experiência;

e) Avaliar o trabalho, pedindo que cada pessoa manifeste seu sentimento através de uma expressão facial.

VII. Autores:

 - Ana Goreth de Lima                                                - Cátia de Oliveira

 - Edna Carvalho                                                         - Francitelma Nascimento

- Karina Araújo                                                             - Patrícia Melo  

* CIDADANIA

I. Público: Professores do ensino fundamental e médio

II. Número de participantes: 20 a 25 pessoas

III. Tempo de duração: entre 1 hora e 1hora e 30 minutos

IV. Objetivos: - Refletir sobre o exercício da cidadania;

- Facilitar a convivência interpessoal

- Criar condições de discussão sobre o tema proposto.

V. Material: Cartolina, lápis piloto, aparelho de som e CD com músicas de ciranda.

VI. Procedimentos:

a) Iniciar com um breve relaxamento;

b) Solicitar que os participantes circulem pela sala e, através do tamanho das mãos, procurem formar pares;

c) As duplas formadas se entrevistam, ressaltando aspectos como: nome, profissão, local de trabalho, gostos, preferências;

d) Volta-se ao grande grupo para as apresentações. Cada integrante fará apresentação do companheiro com quem conversou.

Atenção: A apresentação do que o colega mais gosta e menos gosta será feita através de mímica.

e) Encerradas as apresentações, o facilitador deve solicitar que os participantes construam um painel coletivo sobre a importância do respeito e compreensão às diferenças individuais e grupais;

f) O facilitador fará a conexão do material construído com a temática proposta na oficina, abrindo, em seguida, a discussão com os participantes;

g) Encerrar a oficina com uma ciranda, onde todos os integrantes, dentro do mesmo ritmo, confraternizam-se de mãos dadas.

VII. Autores:

 - Adriana Fernandes                                                   - Andréa Pontes

 - Andresa Ferreira                                                      - Cristiane França

 - Dilma de Souza                                                        - Maria Alice Calado

 - Maria do Bom Conselho de Oliveira

* O BOMBARDEIO

I. Público: Alunos do ensino fundamental

II. Número de participantes: 15 pessoas

III. Tempo de duração: 20 minutos

IV. Objetivos: - Favorecer a reflexão sobre a responsabilidade social;

- Sensibilizar para a importância da solidariedade na convivência social;

- Discutir valores individuais e coletivos.

V. Material: Fita crepe ou giz

VI. Procedimentos:

a) Organizar o grupo em círculo;

b) Delimitar um espaço no centro da sala, com giz ou fita crepe, que permita a acomodação de todos, de pé, dentro desse espaço;

c) Solicitar que imaginem uma situação de guerra e que a cada grito de: bombardeio!, todos deverão ocupar a área delimitada;

d) Diminuir, gradativamente, o espaço;

e) Comunicar que as pessoas impossibilitadas de ocupar o espaço estão “bombardeadas” e ficarão fora do jogo;

f) Estreitar cada vez mais o espaço, até que permaneça o menor número de participantes;

g) Estimular para que criem formas alternativas de permanecerem “vivos” no reduzido espaço;

h) Encerrar quando todas as soluções possíveis forem experenciadas;

i) Conduzir plenária de discussão onde os participantes exponham seus sentimentos em relação à situação vivida e reflitam sobre os desafios da convivência social.

VII. Autores:

 - Ana Paula da Silva                                                              - Maria da Conceição Arantes

 - Débora Medeiros                                                                 - Ezeneide Rocha

 - Jaciara Vieira                                                                      - Luciana de Oliveira

 - Loia dos Santos

* DANÇA NO ZOOLÓGICO

I. Público: Alunos do ensino médio

II. Número de participantes: 20 pessoas (sempre números pares)

III. Tempo de duração: 30 minutos